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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Belavista
Belavista

Espectáculo integrado no concurso “Panos 2010” promovido pela Culturgest

Elenco:

Ana Bárbara Bastos como Bela

Ana Clara Duhamel como Mãe do Zé e Tó

Ana Sofia Reis como Guerra

Carla Marques como Jimmy

Carlos Lima como Zé

Daniel Gomes como Tó

Inês Peixoto como Dara

Inês Seixas como Lili

José Inácio como Jacob

Juliana Quintas como Mulher Simpática

Mafalda Sampaio como Rato

Raquel Ferreira como Sansão

Autora: LisaMcGee

Tradução: Alexandra Barreto

Encenação: Sónia Sousa

Assistente de encenação: Vânia Silva

Contra-regra: Joana Gaspar

Construção de cenários: Jorge Silva, Maria Baptista, Sónia Sousa, Vânia Silva

Desenho de luz, sonoplastia, iluminação e sonorização: Alfredo Gaspar, André Gaspar, Fátima Gaspar

Guarda-roupa: R. M. Cruz & Tin.Bra

Caracterização: Vânia Silva

Produção: Tin.Bra

duração: 70 minutos / m 12 anos

 

O título original da peça – The Heights – traduziu-se em Português para Belavista, numa alusão ao bairro problemático de Setúbal.

Belavista é sobre o fascínio pelo que é real e o que é imaginado. É ainda uma peça sobre a solidão, e como contar histórias ajuda a diminuí-la. O público é transformado em detective, procurando distinguir o que é facto do que é ficção. No centro da história está a reclusa Lili, que vive num bairro chamado Belavista. Uma doença não lhe permite sair do quarto, e a janela é a única ligação ao mundo exterior, de onde observa os seus vizinhos e passa o tempo a inventar histórias sobre eles. Um encontro fora do normal com Dara, outra rapariga do bairro, dá origem a uma amizade entre as duas adolescentes, com consequências tão hilariantes quanto perigosas...

 

"Quando comecei a escrever Belavista estava inicialmente interessada em explorar a vida de alguém que se sentisse um outsider. Na peça, quer Lili, quer Dara, sentem-se isoladas e fora daquilo que é o normal, embora cada uma à sua maneira. Nenhuma delas consegue verdadeiramente encaixar nos seus respectivos mundos.

Também pretendi explorar a ideia de contar uma história. A janela do quarto da Lili é a sua única conexão com o mundo exterior. Ela vê obsessivamente os seus vizinhos a partir dela e mantêm-se ocupada construindo histórias sobre eles.

Suponho que Belavista é uma peça sobre um escritor enquanto observador voyeur.

A única coisa que a Lili consegue verdadeiramente controlar são as suas histórias. É através destas histórias que a Lili consegue experienciar todas as coisas que ela gostaria de experienciar na vida real mas que não é capaz.

Acima de tudo o que eu verdadeiramente queria era escrever uma peça que falasse de quão maravilhosa e poderosa pode ser a nossa imaginação."

Lisa McGee, (Autora)

blog do Tin.Bra:
publicado por: Alfredo Gaspar / Tin.Bra às 11:02
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